terça-feira, 14 de outubro de 2014

“Ser ou não ser, eis a questão” – Lidando com a aceitação


   Como sabemos, o homem é um ser social, ele vive em sociedade, isto é, não consegue viver isoladamente, vide um bebê, que não consegue sobreviver sozinho. Mas a nossa vida em sociedade não é totalmente harmônica, pelo contrário, por vezes é bem conturbada rs. É assim porque entra em confronto maneiras diferentes de viver e de ver a vida. Essa diferença é natural para o nosso crescimento e para a dinamização da vida, porém, para viver de fato essa diferença, pode parecer um dilema ou mesmo gerar muito estresse e traumas.

   A grande dúvida que nos ronda é “devo viver como quero viver ou devo viver de acordo com o que outro espera de mim?” Esse é o problema que circunda diversas cabeças, porque, além disso, não sabemos até que ponto é um desejo nosso viver de um jeito ou se estamos sendo manipulados para isso... Mas fora essa questão, a pergunta ainda paira sobre nós, mesmo que com certezas incertas ou temporárias... Afinal, quem está certo? Eu ou o outro? E esse “outro” pode ser muita gente: mãe/pai, filha(o), irmã(o), tia(o), amigo(a), vizinha(o), namorada(o), esposa(o), etc; como também pode ser instituições como as grandes mídias, a escola, o hospital etc. O “eu” também é muita gente, pode ser eu, você, ele, ela e até nós...

Quem detém a razão? Quem tem a verdade? (veja este link: http://pensador.uol.com.br/frase/Njg3OTIw/) Quem está certo de fato? Filosofia pura, né? rs Podem parecer perguntas objetivas, mas possuem respostas bem relativas... Fica muito subjetivo responder, variando de acordo com cada situação vivida. Entretanto, o mais legal disso tudo é o nosso livre arbítrio e o nosso poder de escolha, embora algumas pessoas possam se encontrar cerceadas. Mas sabe o que é “se encontrar”? É um estado, um momento, que pode mudar, diferente de “ser”, eternizado e imutável. E se podemos mudar, se for do nosso desejo, é sempre válido lutar usando todas as nossas possibilidades e forças. Sei que não é fácil, você como conhecedor da sua luta vai saber melhor do que eu do quanto é difícil, mas você sabe que não é impossível...
“Amarrados” à aceitação, nós podemos nos tornar escravos dos desejos dos outros. Mas você pode dizer “não sei como cortar essa dependência. É tão difícil se sentir só”. Sim, é muito importante ter o apoio dos outros. Assim, a gente encontra forças para continuar e pra correr atrás das coisas. No fundo, no fundo, queremos o reconhecimento, por isso estamos o tempo todo esperando aceitação. Sabe aquele jeito comum de falar “vai caçar a sua turma!”? É bem por aí, do tipo vai atrás de quem é do seu grupo, de quem vai te aceitar. Geralmente isso é dito de forma pejorativa, mas na realidade acaba sendo uma grande verdade, pois cada um de nós estamos procurando a nossa turma, onde seremos iguais e compreendidos. Pelo menos, essa é a ideia, embora a gente mesmo mude muito ao longo da vida, encontrando várias turmas, conforme as fases vivenciadas e os objetivos de cada momento.
    Livres da aceitação, nós podemos ser mais a gente mesmo. A gente encontra uma paz tamanha. Experimente para ver! Isso porque o sabor de fazer as próprias escolhas não tem preço. É claro que pode aparecer um certo vazio se não tivermos alguma aceitação. Porém o problema não está em fazer as próprias escolhas, ele pode ser que esteja revelando que você não está defendendo bem as suas ideias... rs Afinal, defendendo bem, acabamos encontrando alguém que nos apóie. Porque a gente sabe o que é o bom pra gente; a gente sabe o que sente; o que deseja; mesmo que isso também mude várias vezes rs. Entretanto, sabemos que o outro (que não são todas as pessoas) quer o nosso bem também e, da forma dele, tenta argumentar ao nosso favor. Cabe a gente refletir e pesar cada conselho e cada vontade nossa para saber o que devemos seguir. Sempre se “ligando” que no final a escolha é nossa, mesmo a de concordar com o que a outra pessoa está falando.



Como ficam as regras e valores da sociedade?
      As convenções são importantes quando estão relacionadas com o bem estar social. Nesse sentido, devemos sim ser educados ou não devemos desrespeitar ou matar outra pessoa. Mesmo que a pessoa esteja dando todos os motivos para isso? Sim! rs. Brincadeiras a parte, esse tipo de expectativa é bom atendermos para o bom convívio na sociedade. Sempre acho que fazer o bem é sempre a melhor saída e mesmo que tudo esteja estranho e não esteja da forma como queríamos, ainda assim temos a nossa coragem, a nossa força e o nosso sorriso pra recomeçar e para emanar boas energias. E o bem sempre tem apoio, sempre será aceito, sempre será o caminho certo...
            Agora, tem convenções que já são exageros. Por que estar com a unha feita e impecável? Por que a barriguinha está virando quase um problema moral? rs Basta dessas culpas na nossa vida! Essa aceitação a gente pode relevar e pensar duas vezes se devemos sofrer e nos prender a isso. Não estou falando para ninguém deixar de se cuidar não. Cada um sabe de si e o que causa desconfortos. Só não acho legal ser fissurado nessas coisas, porque o tempo segue seu ritmo e a vida pode estar passando pela janela, que nem aquela canção “Carolina” de Chico Buarque (http://letras.mus.br/chico-buarque/45122/).
            Como vimos, nada se esgota. Poderíamos continuar aqui por horas. Quem sabe em outro momento voltamos a esse assunto. Ele é bem complexo e polêmico até, você não concorda? Será que dá tempo de pedir mais uma rodada antes de irmos? Só não vamos nos esquecer do nosso compromisso, em breve posto mais...

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