quinta-feira, 16 de abril de 2015

Equilíbrio - o caminho do meio

Sabemos bem do problema que são os extremos. Bom é quando se está no meio, ou entre, isto é, quando se está em equilíbrio. Esse é o segredo do conforto, da proteção e da saúde. O excesso nunca é bom, seja ele até o excesso de limpeza, excesso de amor, excesso de sim e por aí vai. O excesso atrapalha a formação de anticorpos, atrapalha o aprendizado, atrapalha o reconhecimento das ações de dedicação.
Há pessoas que são perfeccionistas. Querem tudo do seu jeito e com o máximo de perfeição. Elas têm preocupação com o que é bom, bonito ou certo. Essas pessoas se cobram muito, aumentam o peso da responsabilidade e se culpam se as coisas não dão certo. Esse excesso de cobrança não faz bem, porque esse peso dói tanto para a própria pessoa como para os que estão ao seu redor. Os que estão próximo acham que não conseguem agradar ou atingir às expectativas. E errar? A cobrança contra o erro é grande, não se pode errar e nem aceitar o erro do outro. Não é permitido falhar. 
A busca pela perfeição não é pecado, ela tem sua dose necessária para o bom viver, mas precisa estar associada com o reconhecimento de que errar é humano, que mesmo sem querer iremos falhar. Isso é inevitável. Podemos viver em paz com nossas consciências em sabermos que fizemos o máximo que estava ao nosso alcance e que nossas intenções foram as melhores, mas as consequências nem sempre correspondem aos nossos atos. Se permita pensar dessa maneira, é seu direito e você sabe, dentro de você, que essa é a verdade.
Se existem pessoas perfeccionistas, também existem pessoas meio que desleixadas. Elas pouco se importam com a perfeição, sabem que não estão certas, mas também não ligam para isso ou acham que não possuem responsabilidade. O acerto não é prioridade, qualquer caminho serve porque não se faz nenhum planejamento, ou seja, contam sempre com a sorte. A sorte pode ajudar bastante, mas tem horas que sem a atitude da pessoa fica difícil das coisas acontecerem.
Ser um pouco inconsequente e impulsivo também não é nenhum pecado, pelo menos se for pouco rs. Uma dose de ações assim ou não-ações também podem nos salvar de muitos problemas. Além disso, teremos a mente tranquila, porque não há um compromisso total e irrestrito com a perfeição. No entanto, um desleixo completo irá causar frustrações na gente mesmo, porque provavelmente não alcançaremos alguns sonhos, ou mesmo nas pessoas ao nosso redor, que sabem que não podem contar com a gente ou nos vêem como irresponsáveis e fracassados.
Optar pelo equilíbrio das coisas, pelo tão famoso caminho do meio, é uma ótima saída. Não existe manual para compreendermos a vida ou para sabermos viver sem erros. Não há fórmula e nem receita. Mas se quer um conselho, opte pelo equilíbrio, nem tanto ao céu e nem tanto ao mar. O meio entre as forças dos extremos tende a equilibrar nossa vida em aprendizados e satisfações. Não nos arrependeremos eternamente por nunca ter tentado e também não nos arrependeremos por ter insistido até onde foi possível.
É claro que nada é fácil, nada é simples. Achar esse equilíbrio é o maior dos desafios. Saber quando optar por um extremo ou outro num dado momento de nossas vidas é quase como um sorteio, sempre terá 50% de chances de dar certo ou errado. Saber quando dar o primeiro passo ou quando retroagir, saber quando perseverar ou deixar de lado, são coisas que parecem que transcendem a nós. Isso vai ser de cada um, de cada história vivida, de cada experiência anterior passada. Todavia, perceber que podemos nos permitir um ou outro extremo e que não precisamos vivê-los profundamente pode não ser algo tão óbvio pra muita gente, por isso que conversas como essas aqui são sempre importantes. Até mais!